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Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas


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E. Piccinin & S. F. Pascholati

O abacateiro é cultura originária do continente americano, tendo México e Guatemala como seu centro de diversidade. Todas as variedades comerciais de abacate são da espécie Persea americana, que subdivide-se em duas variedades botânicas: a antilhana (P americana var. americana) e a mexicana (P. americana var. drymifolia). Encontramos também híbridos de P americana var. americana com P nubigena var. guatemalensis. Por tratar-se de uma fruta tropical, existe interesse no abacate para fins de exportação, sendo o mesmo apreciado pelo mercado americano e europeu.


GOMOSE - Phytophthora cinnamomi Rands
Sintomas - A gomose ou podridão de raízes do abacateiro é uma das principais doenças da cultura tanto em viveiro como em campo. Sintomas desta doença são muito semelhantes aos da gomose dos citros, iniciando-se com amarelecimento generalizado das folhas, lembrando deficiência de nitrogênio. A seguir, ocorre queda das folhas e exposição dos ramos. Observa-se também seca de ramos do ponteiro. Frutos raramente apresentam sintomas da doença. É comum ocorrer, no entanto, um repentino aumento na produção de frutos menores na fase que antecede a morte das plantas. As raízes exibem descoloração e sintomas de necrose, e as radicelas ficam quase que totalmente destruídas. Fendilhamento da casca, na região próxima ao colo da planta, pode também ser observado, associado à exsudação de goma. Tecidos localizados logo abaixo da casca fendilhada apresentam coloração marrom e necrose. De um modo geral, a doença somente é percebida em estádio muito avançado, quando torna-se muito difícil seu controle, culminando com a morte da planta.

Etiologia - O fungo P cinnamomi pertence à subdivisão Mastigomycotina e classe Oomycetes, apresentando hifa não-septada. O patógeno produz esporos assexuais, os zoósporos, que são liberados na presença de água e infectam o hospedeiro. Como estrutura de reprodução sexuada, o fungo produz oósporos, que apresentam paredes espessas e servem como estrutura de resistência.

Esse patógeno tem boa capacidade saprofítica, podendo sobreviver por longos períodos desta forma. A sobrevivência do mesmo no solo e na ausência de plantas hospedeiras pode chegar até oito anos na forma de clamidósporo, e em raízes infectadas no mínimo 15 anos. O fungo necessita de água livre para que os zoósporos possam se locomover e infectar o hospedeiro. Portanto, a ocorrência da doença depende da presença de umidade elevada no solo, bem como de temperaturas entre 21 e 300C. Temperaturas acima de 33ºC inibem o desenvolvimento da doença completamente, enquanto que temperaturas entre 9 e 120C reduzem muito sua incidência.



Na literatura internacional são relatadas outras espécies de Phytophthora atacando o abacateiro, como P cactovorum e P citricola, que, normalmente não causam cancros, apenas podridões de raízes.

Controle - Medidas de controle incluem: a) uso de porta-enxertos tolerante ao fungo, como os mexicanos Barr Duke, Duke, D9, Thomas, Toro Canyon, Borchard, Topa Topa e G-6; os guatemalenses G1033, Martin Grande (híbridos deR americana com P schiendeana Ness) G755a, G755b, G755c, UCR 2007, UCR 2008,UCR 2022, UCR 2023 e UCR 2053; e G-755 (P schiedeana); b) aquisição ou produção de mudas de qualidade; c) remoção de restos de cultura tanto em viveiro como em campo; d) plantio de mudas em locais não encharcados; e) cuidados com o balanço nutricional. Níveis elevados de nitrogênio e pH e baixos de cálcio e fósforo aumentam a predisposição da planta à doença; f) evitar ferimentos nas raízes ou mesmo no tronco das árvores, pois constituem-se em vias de entrada do patógeno na planta; g) usar fungicidas quando a doença é constatada em seu início. Entre os fungicidas com possibilidade de uso temos: metalaxyl (aplicação via solo) e fosetyl alumínio (pulverização foliar).
PODRIDÃO DE RAÍZES - Rosellinia necatrix Prill (Dematophora necatrix)
De maneira geral, a podridão de Rosellinia não tem grande importância econômica, sendo problema apenas em áreas isoladas. É uma doença típica de áreas recém-desbravadas, devido a alta capacidade saprofítica do patógeno.

Sintomas - Inicial mente observa-se murcha e sintomas que lembram deficiência nutricional, caracterizados por amarelecimento foliar. A doença manifesta-se de maneira lenta, levando alguns meses ou até anos para matar o hospedeiro. São comuns sintomas de murcha ou seca de folhas mais novas, ocasionando seca de ponteiros, que pode ocorrer por toda a planta ou apenas cm algum lado da planta, correspondendo ao lado do sistema radicular afetado. Sintomas e sinais nas raízes caracterizam-se por podridão e coloração branca logo abaixo da casca.

Etiologia - Em geral o fungo ascomiceto R. necatrix, um parasita facultativo, é facilmente encontrado cm restos de troncos, raízes mortas ou matéria orgânica devido à sua capacidade saprofítica. Em condições de elevada umidade, o patógeno pode formar cordões miceliais de coloração negra sobre as raízes ou sobre a matéria orgânica próxima à planta atacada. E comum também a presença de peritécios sobre raízes, quando o estado de podridão radicular mostra-se bem avançado.

Controle - Deve-se: evitar o plantio em áreas recém-desbravadas ou cm regiões muito ricas em matéria orgânica; amontoar e queimar restos de cultura e raízes presentes no solo; eliminar plantas doentes e seus sistemas radiculares através da queima dos mesmos, se possível no próprio local, e alqueivar o solo; evitar o plantio em solos úmidos; evitar ferimentos nas plantas, principalmente nas raízes, durante as operações de cultivo; utilizar porta-enxertos resistentes (as variedades mexicanas e guatemalenses são muito sensíveis ao patógeno).
CANCRO E PODRIDÃO DE FRUTO - Dothiorella gregaria Sacc.

Sintomas - Podem ser observados tanto em ramos, tronco ou ainda em frutos, neste último caso sendo mais comuns em pós-colheita. Nos ramos e troncos, a doença manifesta-se através de fendilhamento e escamamento, sendo possível observar uma massa branca pulverulenta nos pontos de fendilhamento. Sintomas de cancro têm importância esporádica e ocorrem somente em algumas variedades. Locais afetados tendem a exibir descoloração e necrose dos vasos, interrompendo o fluxo normal da seiva, provocando a seca de ramos e podendo, inclusive, causar a morte da planta. O patógeno pode ocasionar danos no colo das plantas e, ocasionalmente, sintomas de seca dos ponteiros. Na superfície dos frutos ainda verdes, sintomas aparecem inicialmente como pequenas pontuações de coloração marrom ou púrpura. As lesões formadas aumentam de tamanho, até envolver o fruto completamente. O patógeno tende a invadir a polpa do abacate, ocasionando um escurecimento de tonalidade marrom e liberação de odor desagradável. Também pode ocorrer a queda prematura dos frutos, visto que o fungo pode infectar o pedúnculo dos mesmos.

Etiologia - O agente causal tanto do cancro como das podridões de frutos é Dothiorella gregaria. Porém, na literatura encontramos D. ribis e D. aromatica associados a sintomas semelhantes. No entanto, até o momento não foram conduzidos trabalhos a fim de verificar a ocorrência ou não das demais espécies em nossas condições e avaliar os danos causados pela doença, principalmente em pos-colheita.

O patógeno é beneficiado por alta umidade e presença de matéria orgânica, devido a sua capacidade saprofítica. Em geral, o inóculo primário responsável pelas infecções nos frutos é oriundo de ramos Secos.



Controle – Recomendam-se: eliminação de ramos secos ou debilitados, frutos com sintomas de podridões e árvores cm produção com sintomas típicos da doença; plantio em locais bem drenados e sem excesso de matéria orgânica; aplicação regular de fungicidas cúpricos ou ditiocarbamatos após operações de poda; proteção de ferimentos com pasta cúprica; aplicação preventiva dos mesmos fungicidas, em 2 a 3 aplicações a partir de setembro, em áreas altamente afetadas; utilização de enxertia alta e de porta-enxertos resistentes e aplicação de fungicidas cúpricos na região de enxertia.
OÍDIO - Oidium persicae

Sintomas - São facilmente reconhecidos, ocorrendo cm folhas novas e, ocasionalmente, cm ramos novos. No inicio da doença, pode-se observar pequenas manchas esbranquiçadas e pulverulentas, de formato circular, com aproximadamente 0,5 cm de diâmetro, focalizadas na superfície superior das folhas, correspondendo, na página inferior, a pequenas áreas cloróticas. Com o desenvolvimento da doença, toda a folha fica tomada por um crescimento branco pulverulento, que corresponde aos esporos do patógeno. Folhas afetadas apresentam necrose e enrugamento ou deformações do limbo foliar, podendo ocorrer queda de folhas em plantas bastante atacadas.

Etiologia - O agente causal do oídio é o fungo Oidium persicae, um ectoparasita, que apresenta, conidióforos curtos e conídios hialinos, elíticos e produzidos em cadeia. Condições climáticas favoráveis ao fungo são alta umidade relativa e temperaturas elevadas, sendo seu desenvolvimento prejudicado por chuvas constantes.

Controle - É feito de modo curativo através da aplicação de fungicidas à base de enxofre. Apesar de existirem outros fungicidas mais eficientes, os mesmos não podem ser aplicados pois não são registrados para a cultura.
VERRUGOSE - Sphaceloma perseae Jenkins

A verrugose, ou sarna do abacateiro, conhecida desde 1918 na Flórida, foi encontrada no Brasil pela primeira vez em 1938 em Limeira. E uma das principais doenças do abacateiro, visto que a mesma, além de depreciar a aparência do fruto, pode provocar também a queda de frutos jovens bem como o subdesenvolvimento em situações de alta severidade de doença.



Sintomas - São observados principalmente nos frutos, na forma de pequenas pontuações eruptivas, verrugosas, com tamanho de 5 a 6 mm de coloração marrom, que aumentam rapidamente e coalescem. A infecção nos frutos nunca ultrapassa a casca. A doença também pode ocasionar sintomas em folhas, na forma de pequenas pontuações de cor chocolate, com 1 a 2 mm de diâmetro, arredondadas quando localizadas no limbo foliar e ligeiramente alongadas quando nas nervuras, lembrando cochonilhas. Quando severamente atacadas, as folhas tendem a deformar e até mesmo sofrer rompimento do limbo foliar, além de redução da área fotossintética.

Etiologia - A doença é ocasionada pelo fungo S. perseae, que ataca folhas com no máximo 3 cm de comprimento e frutos com menos de 5 cm e desenvolve-se somente em condições de umidade elevada.

Controle - Recomenda-se a utilização de variedades resistentes. Variedades pertencentes ao grupo antilhano apresentam elevada suscetibilidade à verrugose das folhas e menor de fruto. Variedades do grupo guatemalense, por sua vez, apresentam elevada suscetibilidade nos frutos e baixa nas folhas. O controle da doença pode também ser feito com a aplicação de fungicidas cúpricos. No caso dos frutos, deve-se iniciar o controle quando pelo menos 2/3 das pétalas caírem e mantê-lo até os frutos atingirem 5 cm de diâmetro. Para as folhas, o controle deve ser leito somente nos períodos de brotações até que as mesmas atinjam um mínimo de 3 cm de comprimento. Em viveiro de mudas, para variedades do grupo guatemalense, deve-se realizar aplicação quinzenal de fungicidas cúpricos.
CERCOSPORIOSE - Cercospora purpurea Cooke, C. perseae Ellis & Martin

Esta doença é muito importante nos cultivos de abacate da América Latina e Flórida.



Sintomas - Nos frutos são caracterizados por pequenas lesões, ligeiramente deprimidas e irregulares, de coloração marrom e bordos definidos. Em condições de alta umidade, podem surgir alguns pontos de coloração acinzentada no centro das lesões, os quais correspondem à esporulação do patógeno. Lesões nos frutos apresentam tamanhas aproximadas de 3 a 6 mm de diâmetro e, com o envelhecimento, tendem a provocar fissuras nos tecidos, possibilitando a infecção por outros patógenos. A queda de frutos é um dos sintomas mais severos da doença, podendo acarretar elevada perda na produção. Sintomas nas folhas caracterizam-se pela presença de lesões angulares de coloração marrom ou cinza, com halo clorótico. As lesões apresentam tamanho de 1 a 3 mm de diâmetro e são visíveis nas duas faces da folha, tendendo a coalescer. Tecidos necrosados no centro das lesões tendem a cair, facilitando o rasgamento do limbo foliar. As lesões podem ocorrer também no pedúnculo dos frutos, o que induz a queda dos mesmos. Essas lesões mostram-se muito semelhantes às do fruto, porém de coloração escura, formato circular e tamanho aproximado de 1 a 5 mm.

Etiologia - No Brasil foram encontradas 2 espécies de Cercospora associadas à doença: Cercospora purpurea e C. perseae. A primeira é a única relatada até o momento no Estado de São Paulo. A incidência da doença inicia-se gradativamente na primeira metade do período chuvoso, atingindo um pico nos meses de junho e julho. Nesse momento, inicia-se a queda das folhas. A sobrevivência do patógeno na cultura dá-se através das infecções foliares. Visto que a principal forma de disseminação do patógeno é por via aérea, a ocorrência da doença nos frutos é observada desde o início da frutificação.

Controle - Recomenda-se o uso de variedades resistentes, entre as quais as resistentes Collinson e Pollock (variedades antilhanas) e as medianamente resistentes Price, Simminds e Linda (variedades guatemalenses). Wagner é altamente suscetível (variedade guatemalense). O controle químico é complicado devido ao porte da planta e à inexistência de produtos de boa eficiência registrados para o uso na cultura. Porém, é possível a aplicação) de cúpricos e ditiocarbamatos em casos onde a doença ocorre após a queda das folhas, pouco antes da florada do abacateiro, e logo após a queda de 2/3 das pétalas.
ANTRACNOSE - Glomerella cingulata (Stonem) Spauld & Schrenk (Colletotrichum gloeosporioides (Penz.) Sacc.).

Sintomas - A antracnose afeta principalmente frutos, sendo possível encontrar o patógeno infectando folhas, flores e ramos, porém sem ocasionar danos à cultura. Sintomas em folhas são caracterizados por manchas necróticas de coloração escura, com bordos definidos e formato irregular. O patógeno pode ocorrer também nos ramos, causando necroses escuras e seca dos ramos e ponteiros, sendo este um sintoma de ocorrência rara.

As flores podem ser facilmente afetadas pelo patógeno, ocorrendo seca ou abscisão das mesmas ou então serem infectadas através do botão floral, o que afetará o desenvolvimento do fruto, causando queda prematura e/ou podridão. Sintomas nos frutos são característicos, iniciando-se por pequenas pontuações de coloração marrom a preta, com formato circular e tamanho aproximado de 6-13 mm, de diâmetro. As lesões tendem a evoluir atingindo parte do fruto ou necrosando-o completamente. As necroses ultrapassam a casca e alcançam a polpa do fruto. Uma vez dentro do fruto, o fungo causa um escurecimento da polpa de coloração marrom ou bege. É muito comum a ocorrência de frutos com podridão no pedúnculo, a qual tem início nas infecções ocorridas nas flores ou em pós-colheita no ponto de cicatrização, caso ocorra a queda do pedúnculo. Em geral, este tipo de sintoma leva ao apodrecimento de todo o fruto, acarretando na planta a queda do mesmo. Podridões de frutos ocorrem em frutos maduros, sendo raros os efeitos em frutos verdes. A doença somente adquire importância em pomares mal tratados ou debilitados nutricionalmente.



Etiologia - O patógeno Colletotrichum gloeosporioides corresponde, na forma teleomórfica, a Glomerella cingulata. O fungo necessita de água livre para que ocorra a germinação e infecção, sendo a faixa ideal de temperatura para o crescimento 22-270C. Permanece latente em frutos verdes, causando sintomas apenas após seu amadurecimento.

Controle - Deve ser realizado através de adubações e técnicas de manejo adequadas. Podas de limpeza e queima de material doente devem ser realizadas, no mínimo, anualmente. Ferimentos nos frutos devem ser evitados através de cuidados durante as operações de colheita e pós-colheita e controle de insetos. É importante lembrar que a manutenção do pedúnculo nos frutos no momento da colheita contribui para evitar a podridão de frutos. Frutos devem ser conservados em câmaras frias sob concentrações adequadas de CO2. Não existem fungicidas eficientes registrados para uso na cultura visando o controle desta enfermidade.

MURCHA Verticillium albo-atrum Reinke & Berth.

A murcha de Verticillium é a única doença vascular conhecida que ocorre no abacateiro, sendo casual e de pouca importância econômica.



Sintomas - Caracterizam-se por murchamento generalizado ou em apenas parte da planta. Como toda a murcha, a mesma manifesta-se inicialmente nas brotações mais novas, apresentando muitas vezes sintomas de seca de ponteiros. E uma doença que pode ser facilmente confundida com murcha de Phytophthora. Nos ramos e raízes em estádios avançados de murcha, é possível observar descoloração dos vasos do xilema. De modo geral, esta doença dificilmente leva a planta a morte, o que difere do ataque de Phytophthora. E comum também serem observados surtos de brotações novas nas plantas com sintomas de murcha. Em alguns casos, os sintomas desaparecem e a planta afetada recupera-se e volta a apresentar desenvolvimento normal.

Etiologia - O agente causal da murcha do abacateiro é o fungo imperfeito V. albo-atrum. A penetração do patógeno ocorre pelas raízes, e a infecção é facilitada pela presença de ferimentos nas mesmas resultantes de tratos culturais, insetos, outros patógenos, nematóides, problemas de ordem fisiológica, etc. A umidade do solo é muito importante para que a doença venha a ocorrer, visto que o fungo desenvolve-se melhor em condição de solo úmido, porém não encharcado, como no caso de Phytophthora. V albo-atrum encontra-se disseminado praticamente por todos os solos, principalmente em regiões produtoras de hortaliças.

Controle - Recomenda-se o plantio de variedades de porta-enxertos resistentes ao fungo, como por exemplo variedades do grupo mexicano. As mudas devem ser sadias e apresentar bom vigor. O controle químico da doença não é recomendado, devido à inexistência de produtos registrados para este patógeno nesta cultura e pelos custos de aplicação. As plantas afetadas devem ser removidas e, se possível, esterilizar o solo com brometo de metila no local e ao redor de onde foram retiradas. O emprego da técnica de solarização, acompanhada do uso de porta-enxertos resistentes, é uma alternativa para locais bastante comprometidos pelo problema.
OUTRAS DOENÇAS

Podridões de Frutos - Diplodia natalensis P. Evans, Hendersonia sp., Acrostalagmus cinnabarius, Rhizopus nigricans Eth. - Além da podridão de frutos ocasionada por Colletotrichum sp., outros patógenos com importância secundária podem afetar os frutos em pós-colheita. Estes, porém, são facilmente controlados com as mesmas medidas de controle aplicadas para a antracnose.

Podridão de Sementes e “Damping-Off” - Rhizoctonia solani Kühn - São ocasionadas pelo fungo R. solani, que corresponde em sua fase teleomórfica a Thanatephorus cucumeris (Frank) Donk. A fase imperfeita é a responsável por podridões de sementes e tombamento de mudas em viveiros. O controle é feito basicamente pelo uso de viveiros suspensos, com areia como substrato ou solo fumigado ou pasteurizado a 850C por 1 h. Para as sementes, sugere-se o uso de tratamento térmico, através da imersão das mesmas em água quente a 450C, durante 60 minutos. O tratamento de sementes somente deve ser feito em casos de extrema necessidade, pois o mesmo reduz a viabilidade das mesmas.

Fuligem - Stomiopeltis sp. - Este longo apresenta um crescimento bastante fino, lembrando a deposição de fuligem sobre os ramos. E muito comum a ocorrência em culturas de abacateiro, porém O mesmo não causa nenhum dano à cultura por tratar-se de um fungo não patogênico.

Mancha-da-Folha - Cephaleuros virescens Kunze - Caracteriza-se pela presença de manchas de coloração ocre, mais ou menos rego lares, as quais destacam-se facilmente das folhas quando raspadas. Não representa dano econômico, exceto em regiões litorâneas com alta umidade e temperatura. Os danos causados são advindos da redução da área fotossintética das folhas, sendo o controle efetuado pela aplicação de fungicidas cúpricos.
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DOENÇAS DO ABACAXI

(Ananas comosus (L.) Merr.).
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