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MA. 135. Ma/RT. 002 ComplementaçÕes do eia/rima da uhe estreito


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MA.135.MA/RT.002

COMPLEMENTAÇÕES DO EIA/RIMA DA UHE ESTREITO





FAUNA – 2a. CAMPANHA


































Revisão

Verif.

Aprov.

Data

SUMÁRIO


  1. Introdução 004

    1. Localização 004

    1. Objetivos 004

  1. Metodologia Geral de Amostragem da Fauna Terrestre 006

2.1 Critérios para a seleção das áreas de Amostragem 006

2.2 Escolha dos Ambientes/ Fragmentos de Vegetação Amostrados 007

2.3 Metodologia para Amostragem da Herpetofauna 009

2.3.1 Descrição das Áreas de Amostragem 011

2.3.2 Resultados 021

2.3.3 Conclusões e Considerações Finais 028

2.4 Metodologia para Amostragem da Avifauna 033

2.4.1 Descrição das Áreas de Amostragem 034

2.4.2 Resultados 038

2.4.3 Conclusões e Considerações Finais 064

2.5 Metodologia para Amostragem da Mastofauna 066

2.5.1 Descrição das Áreas de Amostragem 067

2.5.2 Resultados 068


      1. Avaliação de Interferências Antrópicas 081

      2. Espécies Ameaçadas de Extinção 083

      3. Macroavaliação da Fauna da Região 085

      4. Considerações Finais 086

  1. Metodologia Geral de Amostragem para a Fauna Aquática 089

    1. Diagnóstico dos Locais de Nidificação de Tracajás 089

3.1.1.Mapeamento dos Sítios Potenciais de Nidificação de Tracajás 089

3.1.2 Seleção e Descrição das Áreas Amostradas em Campo 091

3.1.3.Resultados 092


    1. Diagnóstico da Dinâmica da População de Cetáceos 095

      1. Seleção e Descrição das Áreas Amostradas em Campo 095

      2. Resultados 097

4. Referências Bibliográficas

ANEXOS

  • Comentários Sobre as Espécies da Herpetofauna

  • Documentação Fotográfica

  • Mapa EG072.MA.49/DE003 – Vegetação e Uso do Solo com

Locais de Levantamento de Fauna

1. INTRODUÇÃO

O presente documento tem como objetivo apresentar os estudos relativos à segunda campanha de fauna, realizada em janeiro/feveiro de 2004, prevista no “Plano de Trabalho para os Estudos Complementares de Amostragem de Fauna para o AHE Estreito”, produzido pelo CNEC Engenharia SA. e aprovado pelo IBAMA em 28/10/03, considerando as solicitações deste órgão federal referentes à realização de um novo plano de trabalho para os estudos de fauna do EIA/RIMA do AHE Estreito.

De maneira que, este relatório aborda a investigação de todos os grupos faunísticos de vertebrados terrestres (anfíbios, répteis, aves e mamíferos) visando a elaboração de estudos complementares, a partir de uma nova abordagem metodológica.

Ainda de acordo com as solicitações realizadas pelo IBAMA este documento complementa os estudos sobre a fauna aquática no que concerne aos seguintes aspectos:



  • diagnóstico dos locais de nidificação de tartarugas;

  • diagnóstico da dinâmica da população de botos em campo.

1.1. Localização

O AHE Estreito localiza-se no médio curso do rio Tocantins, na divisa dos Estados do Maranhão e Tocantins, entre as cidades de Estreito/MA e Aguiarnópolis/TO (a jusante) e a cidade de Palmeirante/TO (a montante). Apresenta em sua porção intermediária as cidades de Filadélfia e Babaçulandia no Tocantins e Carolina no Maranhão.



    1. Objetivos

De maneira geral, o principal objetivo deste trabalho é caracterizar as comunidades faunísticas naturais dos ambientes, produzindo um diagnóstico consistente da fauna local para subsidiar as avaliações dos impactos ambientais gerados pelo empreendimento em foco.

Os estudos devem contemplar informações gerais e dados específicos sobre as comunidades de fauna vertebrada, para análise posterior em conjunto com os gerados nas demais áreas de interesse, de forma a suprir as necessidades requeridas para tal avaliação. Os dados deverão ser obtidos de fontes secundárias, mediante revisões bibliográficas, mas, sobretudo, primárias, através de trabalhos de campo, cuja metodologia será descrita detalhadamente no próximo item.

São objetivos específicos:


  • a determinação dos principais hábitats existentes e sua fauna associada;

  • a caracterização da situação atual da fauna da área diretamente afetada, comparando-se com a situação geral da fauna regional;

  • a identificação das principais espécies existentes destacando as que se encontram ameaçadas de extinção, vulneráveis, raras e endêmicas;

  • a determinação das ameaças atuais e potenciais sobre as comunidades faunísticas e a indicação de espécies que sejam objeto de caça ou perseguição;

  • a determinação de áreas com potencial interesse ecológico como corredores de imigração e possíveis locais que atuem como abrigo, criadouro e sítios de reprodução e alimentação para a fauna a ser desalojada com o enchimento da barragem.

  1. METODOLOGIA GERAL DE AMOSTRAGEM PARA A FAUNA TERRESTRE

A metodologia geral adotada neste trabalho inclui estratégias e escalas de estudo distintas, partindo-se de uma avaliação da paisagem realizada mediante a utilização de imagens de satélite e do mapeamento da vegetação/uso e ocupação do solo, nas escalas geográficas 1:100.000 e 1:250.000, ou seja, que considera grandes extensões de terra, até o delineamento das técnicas de amostragem em campo, feita em grandes escalas geográficas e em áreas mais restritas. Acredita-se que a integração dos dois tipos de estratégia previstos poderá gerar os subsídios necessários para a avaliação das relações existentes entre a fauna terrestre e os ambientes aquáticos do rio Tocantins e de seus afluentes na área afetada pelo empreendimento, principal objetivo dos estudos ambientais em questão.

A abordagem metodológica partiu da definição prévia dos pontos de amostragem considerando a estrutura e a variabilidade espacial dos fragmentos de vegetação, com ênfase na Área de Influência Direta (AID). Em campo estes pontos foram checados e consolidados e/ou reformulados, em função do estágio de conservação e outras de particularidades, como por exemplo, a constatação da alteração atual de um determinado fragmento pré-selecionado, ou de outras áreas mais interessantes do ponto de vista ecológico.



    1. Critérios para a Seleção das Àreas de Amostragem

Considerando a extensão e a configuração espacial da região de influência do reservatório e com o objetivo de produzir-se uma amostragem relativamente uniforme, três áreas distintas serviram como bases de apoio regionais constituídas ao longo da área do empreendimento. Situadas em direção de montante para jusante ao eixo da barragem, as três áreas selecionadas são:

  • Palmeirante,

  • Carolina,

  • Estreito.

A seleção dos fragmentos para a amostragem dos vertebrados terrestres na área de influência do AHE Estreito considerou os seguintes critérios:

  • diversidade de ambientes e de tipos de vegetação,

  • estado de conservação dos locais/ fragmentos de vegetação,

  • a consideração de aspectos estruturais da paisagem abordando os seguintes parâmetros: tamanho do fragmento, conectividade com outros fragmentos relevantes, aspectos da hidrografia e área de borda,

  • maior ênfase foi dada ao estudo dos fragmentos localizados na Área Diretamente Afetada – AID. Secundariamente, podem ser considerados fragmentos situados na AII, mas que devido às características ecológicas e/ou configurações espaciais peculiares podem apresentar grupos faunísticos dependentes da hidrografia regional ou servir como áreas de afugentamento da fauna durante o enchimento do reservatório,

  • possibilidades de acesso.

Além da definição prévia de pontos de amostragem fixos realizados, considerando os critérios acima adotados, em campo cada uma das equipes gerou novos pontos de levantamento de procura ativa em função da apresentação de características específicas e relevantes para cada um dos grupos faunísticos verificados.

Todos os ambientes/fragmentos que constituem objeto de amostragem faunística foram georreferenciados por meio de GPS (Global Positioning System) e se encontram espacializados no DESENHO EG072.MA.49/DE003.



2.2. Escolha dos Ambientes/ Fragmentos de Vegetação Amostrados

Considerando-se as solicitações do IBAMA referentes às complementações dos estudos do EIA/RIMA, este levantamento considerou os seguintes ambientes e pontos de amostragem:



  • savana florestada (cerradão),

  • formações ciliares,

  • campos úmidos (savana parque em área inundável),

  • áreas florestais e no seu contato com o cerradão,

  • savana arborizada (cerrado sensu stricto)

  • ilhas fluviais.

Os fragmentos inicialmente escolhidos pelos critérios mencionados no item 2.1 foram dispostos de maneira a determinar quando as condições permitiram, quatro fragmentos pertencentes aos diferentes tipos de formações vegetais por região/ base de apoio, formando um total de doze. Além destes fragmentos, foram ainda amostrados três pontos localizados nas ilhas.

Todos os fragmentos pré-selecionados foram avaliados e caracterizados em campo quanto ao seu estágio de conservação e relevância ecológica, e foram confirmados, eliminados ou redefinidos a partir dos resultados desta avaliação.

Dessa forma são indicados abaixo os fragmentos selecionados e as ilhas para as amostragens de campo, com espacialização cartográfica constante do DESENHO EG072.MA.49/DE003 – Vegetação e Uso do Solo com Locais de Levantamento de Fauna, Escala 1:100.000, folhas 1/4, 2/4 e 3/4 e 4/4.

Fragmentos de Savana Florestada - SF (Cerradão)

- SF1 Sul de Estreito, próximo ao ribeirão Santana, da margem direita do Tocantins. Ponto redefinido a partir dos trabalhos de campo designado com a sigla FC2 (Floresta Ciliar) - aproximadamente na mesma localização.

- SF2 A norte de Carolina, na margem direita do Tocantins, região das nascentes do rio Urupuchete.

Fragmentos de Savana Florestada Alternativos - SF’ (Cerradão)

- SF3’ Estrada de acesso a Palmeirante, na margem direita do rio Tocantins. Ponto redefinido a partir dos trabalhos de campo designado com a sigla SP1 (campo cerrado com laterita) - aproximadamente na mesma localização.



Fragmentos de Floresta - FL

- FL1 Mancha localizada ao sul da cidade de Estreito, próxima ao Córrego Cachoeirinha.

- FL2 Contato Savana/Floresta, sul de Estreito, margem direita do rio Tocantins.

- FL3 Floresta Estacional, sul de Palmeirante, margem esquerda do Tocantins, próxima ao córrego Cobra Verde.



Fragmentos de Formações Ciliares - FC

- FC1 Ao longo do córrego Capivara, margem direita do Tocantins. Ponto redefinido a partir dos trabalhos de campo designado com a sigla FC1 (Formação Ciliar) - ao longo do rio Urupuchete, margem do Tocantins.



Fragmentos de Formações Ciliares Alternativos - FC´

- FC2’ Margem direita do Tocantins, no rio Manuel Alves Pequeno.



Fragmentos de Campos Úmidos - AU

  • AU1 Entre Filadélfia e a ilha dos Botes.

  • AU2 Fragmentos próximos a Palmeirante, grande mancha contínua que abarca as margens esquerda e direita do rio (margem direita). Ponto redefinido a partir dos trabalhos de campo designado com a sigla SF3 (cerradão) - próximo ao ponto previamente marcado na margem direita do rio Tocantins.

Fragmentos de Savana Arborizada - SA (Cerrado)

- SA1 Savana Arborizada (Cerrado) em área extremamente arenosa (refletância muito branca), proximidades da BR 230/010. Ponto redefinido a partir dos trabalhos de campo designado com a sigla SA1 (Savana Arborizada) – em substrato de mesmas características, nas proximidades da rodovia Carolina - Estreito (BR 230/010), próximo ao sopé de uma meseta arenítica.

- SA2 Savana Arborizada (Cerrado) próxima as Mesetas areníticas. Ponto redefinido a partir dos trabalhos de campo designado com a sigla SA2 (Savana Arborizada) – próximo ao sopé da primeira meseta existente na lateral esquerda da rodovia Filadélfia-Araguaína.

Ilhas (I)


  • I1 Ilha dos Campos.

  • I2 Ilha de São José.

  • I3 Ilha dos Botes.

2.3. Metodologia para a Amostragem da Herpetofauna

A 2a campanha de levantamento da herpetofauna das áreas sob a influência do reservatório da UHE Estreito foi realizada entre os dias 29 de janeiro e 12 de fevereiro de 2004, totalizando 15 dias de viagem e 13 dias de coleta efetiva. Neste período foram amostrados 48 pontos nas três bases de pesquisa (Carolina, Estreito e Palmeirante). Na 1a campanha, realizada em novembro de 2003, 28 destes pontos já haviam sido amostrados.

Durante a amostragem foram utilizados dois métodos principais: procura ativa e armadilhas de intercepação e queda ou pitfall traps (coleta passiva). A aplicação conjunta e complementar desses métodos maximiza o esforço de amostragem, uma vez que cada um deles contempla espécies de hábitos distintos.

Cabe ressaltar que há uma considerável diferença de esforço amostral entre as duas campanhas de campo realizadas até aqui no tocante a herpetofauna. Na 1a campanha, apenas uma equipe composta por dois pesquisadores e um técnico de campo empreenderam todo o levantamento ao longo das três bases de coleta. Assim, os métodos de procura ativa e de armadilhas de interceptação e queda só foram aplicados em conjunto em determinados pontos situados nos arredores da base CAROLINA, sendo que nas bases ESTREITO e PALMEIRANTE realizou-se apenas uma amostragem rápida de reconhecimento, baseada unicamente no método de procura ativa. A 2a campanha, sobre a qual o presente relatório se concentra, contou com o destacamento de três equipes, cada uma delas composta por um pesquisador principal e um pesquisador assistente. Estas equipes se distribuíram ao longo das três bases de inventário, aplicando nas respectivas localidades os dois métodos de amostragem referidos acima de forma conjunta.

Uma vez no que Cerrado a maior atividade das espécies da herpetofauna tende a ocorrer durante as chuvas, optou-se por ser a 2a campanha a de esforço amostral mais intenso e de igual distribuição, visando assim buscar o maior número possível de táxons registrados nas três localidades. Conforme apresentado no relatório anterior, segue-se uma breve descrição de cada um dos métodos de coleta empregados pela equipe de herpetofauna, com considerações acerca da eficiência de cada um deles:

Procura ativa

A procura ativa permite a amostragem de uma parte considerável da diversidade de espécies existentes na área, sendo realizada nos períodos diurno e noturno. Neste método, as espécies são registradas tanto diretamente, através de visualização e captura, como indiretamente por registros sonoros, fezes, rastros e restos de animais predados. Na procura ativa noturna foram utilizadas lanternas de cabeça que aumentam muito a eficiência da amostragem.

Uma parcela considerável das espécies de répteis e anfíbios é capturada eficientemente com a mão, porém várias espécies somente são capturadas com armas de fogo, que não foram utilizadas neste trabalho. No caso das espécies peçonhentas várias precauções são tomadas durante a captura, evitando os riscos de acidentes.

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