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Família Muscidae Mosca doméstica (Musca domestica)


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Os Dípteros constituem uma das maiores ordens de insetos e seus representantes abundam em indivíduos e espécies em quase todos os lugares. A maioria dos Diptera distingue-se prontamente dos outros insetos alados por possuir somente um par de asas, correspondente ao par anterior, transformando-se o par posterior se em pequenas estruturas clavadas denominadas halteres, que funcionam como órgãos de equilíbrio (Borror & De Long, 1964).

A ordem Diptera pode ser dividida em duas sub-ordens (Mac Alpine, 1981): Nematocera e Brachycera.

A sub-ordem Nematocera engloba os dípteros que possuem antenas com mais de seis segmentos livremente articulados, como os mosquitos (Culicidae), borrachudos (Simuliidae) e flebotomíneos (Psycodidae).

A sub-ordem Brachycera reúne aqueles dípteros que possuem antenas com 3 a 5 segmentos, sendo que o último segmento pode ser anelado ou portar uma arista.

Veja um slide com um organograma da sub-ordem Brachycera, ou saiba um pouco mais sobre taxonomia e filogenia dos dípteros no site Tree of Life.

Dentro de Brachycera e da infraordem Muscomorpha (Antiga sub-ordem Cyclorrapha), estão as famílias alvos deste trabalho. Os dipteros desta infraordem são conhecidos como dípteros superiores ou dípteros muscóides.



Família Muscidae

Mosca doméstica (Musca domestica)



Cosmopolita, esta mosca tem distribuição geográfica mundial, apresenta um alto índice de sinantropia e endofilia, ou seja, é um frequentador constante de residências, seja em ambientes urbanos ou rurais. Em termos de entomomologia veterinária, a maior importância das moscas não-picadoras como a Musca domestica é a disseminação de patógenos por via mecânica ou por regurgitação. Com as crescentes exigências de sanidade em instalações de criação de animais, o controle destas moscas torna-se primordial.
Saiba mais consultando um artigo de extensão da Universidade da Flórida

Mosca dos estábulos (Stomoxys calcitrans)



O gênero Stomoxys apresenta 17 espécies, sendo que a única que ocorre nas Américas é a S. calcitrans. Estas moscas se criam no esterco, feno molhado, silagem e outros tipos de vegetação em decomposição. Cada fêmea vive cerca de 20 a 30 dias e coloca de 200 a 400 ovos durante sua vida. Em condições ótimas, o período de desenvolvimento de ovo a adulto é 3 semanas. Ambos os sexos são hematófagos e possuem uma picada dolorosa, estressando os animais e provocando perda de peso nos mesmos.

Mosca do chifre (Haematobia irritans)



Semelhante a Stomoxys, porém menor, e apresenta palpos do tamanho da probóscita. a H. irritans foi introduzida no Brasil em 1978 em Roraima, estando hoje presente em todos os estados brasileiros. São hematófagas, mas diferentemente da Stomoxys, a Haematobia permanece todo o tempo em cima do animal, só saindo no momento da oviposição, que é sempre feita em fezes frescas de bovinos. Pode sugar mais de trinta vezes em 24 horas e em regiões dealta infestação pode-se encontrar cerca de 4.000 moscas alimentando-se de um só animal.
Saiba mais nestes artigos produzidos pela Embrapa Embrapa 1ou Embrapa 2

Famílias Calliphoridae & Sarcophagidae

Cochliomyia hominivorax



Mais importante mosca causadora de míiase primária no novo mundo. Sua larvas só se desenvolvem em tecidos animais vivos e invadem a pele intacta. Estas moscas fazem suas posturas nas aberturas naturais do corpo, onde as fêmeas colocam de dez a trezentos ovos aglomerados. Caso não sejam tratados, os danos causados por estas larvas podem levar o animal à morte por septicemia. Os EUA conseguiram erradicar esta mosca através de um programa de produção e soltura de machos inférteis, aproveitanto a característica das fêmeas desta espécie de só copular uma vez.

Chrysomya spp.



As moscas deste gênero têm origem nas regiões tropicais e subtropicais do Velho Mundo, e foram introduzidas no Brasil por volta do ano de 1976. Quatro espécies são encontradas hoje na América do Sul: C. albiceps, C. chloropyga, C. megacephala. Estas moscas possuem um alto grau de sinantropia e são vetores de doenças por via mecânica. Devido a sua alta capacidade reprodutiva e agressividade das sua larvas, estas moscas deslocaram as espécies nativas e hoje são as moscas mais abundantes em algumas regiões do país, inclusive em Belo Horizonte. Sua larvas se criam em fezes e matéria orgânica e\m decomposição.
Saiba mais no site da Universidade da Flórida

Lucilia spp.



Três espécies são encontradas no Brasil: L. eximia, L. cuprinae L. sericata. As moscas deste gênero são causadoras de míiases primárias em ovinos, causando grandes prejuízos em países como a Inglaterra e a Austrália. Nas Américas são necrobiontófagas, invadindo feridas já necrosadas. Por possuir esta característica de se alimentar de tecidos necrosados, as larvas das moscas deste gênero são utilizadas em medicina para limpar feridas de difícil acesso. Esta prática é conhecida como "maggot therapy".
Saiba sobre estas moscas visitando o site do Prof. Richard Wall na Universidade de Bristol.

Sarcophagidae spp.



A família Sarcophagidae possui um grande número de espécies e uma taxonomia bastante complexa, baseada nos caracteres da genitália masculina. As fêmeas são larvíparas, colocando larvas L1 diretamente no substrato de criação. Se criam em carcaças animais, fezes e matéria orgânica em decomposição. Podem invadir feridas necrosadas. Alguns membros desta família são parasitóides e utilizados como agentes de controle biológico de insetos como gafanhotos.
Saiba mais no site Sarcophagidae Central

Fontes: Neves, D.P. Parasitologia Humana. 9a ed. Belo Horizonte: Editora Atheneu, 1995. 524pp.
Rutz, D.A.; Geden, C.J. & Pitts, C.W. Pest management recomendations for dairy cattle. Cornell and Penn State Cooperative Extension Publication. texto completo

Fotos gentilmente cedidas pelo Prof. Marcelo de Campos Pereira .



Para se identificar as famílias de Diptera, podem ser usados o Manual of Neartic Diptera vol., Mac Alpine, 1981 ou o livro "Introdução a Entomologia" Borror & De Long, 1964. Caso não tenha nenhum destes livros, pode ser usada a chave "on-line" do departamento de agricultura do Canadá. A chave foi feita para os dípteros associados a fezes de bovinos, mas é muito bem ilustrada e detalhada e pode ser impressa. visite o site Agricultura Canadá.

Ciclo de vida



Os Dípteros muscóides das famílias Muscidae, Calliphoriphoridae e Sarcophagidae são holometábolos, com três instares larvais, sendo que a família Sarcophagidae não possui a fase ovo no meio externo.
Os ovos ou larvas são colocados diretamente no substrato de alimentação, normalmente matéria orgânica em decomposição, como esterco, carcaças animais e restos vegetais, embora algumas espécies possam ser ectoparasitos facultativos ou obrigatórios.



Seguem-se três estádios larvais, sendo que o terceiro estádio é dividido em duas fases: uma fase em que o inseto completa a sua alimentação no substrato e outra em que a larva para de se alimentar e se afasta do substrato de alimentação procurando um local seco e seguro para realizar a pupariação. Este comportamento também pode ser atribuido a uma estratégia de escape de predadores.



A larva se torna imóvel, retrai seus segmentos até ficar na forma de um pequeno barril e a cutícula externa da larva sofre uma queima fenólica ficando dura e escura.



Dentro de alguns dias a mosca adulta emerge, com ajuda de uma estrutura característica conhecida como ptilineo (é o saco na cabeça da mosca da figura ao lado).

Links

  • Moscas em casa Cluster flies, face flies & blow flies

  • Laboratório de Dipterologia da UFPR

  • Utilização de larvas de moscas na medicina Maggot Therapy

  • Famílias de Diptera do Museu Bishop no Havaí.

Artigos de interesse

  • Tellam, R.L. & Bowles, V.M. Control of blowfly strike in sheep: current strategies and future prospects. International Jounal for Parasitology, v.27, n.3, p.261-273, 1999. PDF

  • Fenton, A.; Wall, R. & French, N.P. The effects of oviposition aggregation on the incidence of sheep blowfly strike. Veterinary Parasitology, v.83, p.137-150, 1999. PDF

  • Avancini, R.M.P. & Silveira, G.A.R. Age Structure and Abundance in Populations of Muscoid Flies from a Poultry Facility in Southeast Brazil. Mem Inst Oswaldo Cruz, v.95, n.2, p.259-264, 2000. PDF


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