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Caracterização citogenética básica e molecular em Bryconamericus aff iheringii (Characidae, Incertae Sedis) do rio Ijuí, bacia do Alto rio Uruguai


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Caracterização citogenética básica e molecular em Bryconamericus aff. iheringii (Characidae, Incertae Sedis) do rio Ijuí, bacia do Alto rio Uruguai
Anahiê Bortoncello Prestes (PIBIC/Unioeste/PRPPG), Vladimir Pavan Margarido(Orientador), e-mail: vladimir.margarido@unioeste.br
Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Centro de Ciências Biológicas e da Saúde/Cascavel, PR
Grande área e área: Ciências Biológicas - Genética.
Palavras-chave: Bandamento cromossômico, rDNA-FISH, taxonomia
Resumo
Bryconamericus é um gênero de Characiformes com carência de dados acerca de suas relações filogenéticas, com elevado número de espécies descritas e poucas estudadas citogeneticamente. Deste modo, estudos citogenéticos realizados em B. aff. iheringii do rio Ijuí, bacia do Alto rio Uruguai, verificou número diplóide de 52 cromossomos (10m+16sm+14st+12a). As RONs (Ag- e rDNA-FISH) foram evidenciadas no braço curto dos cromossomos acrocêntricos do par 26 e de um cromossomo acrocêntrico do par 25. Através 5S rDNA-FISH foi possível observar cístrons simples em sintenia ao 18S rDNA do par 26. Heterocromatina foi detectada na região centromérica de todos os cromossomos e telomérica de poucos. Os dados obtidos permitem melhor compreender as relações filogenéticas do grupo.
Introdução
A bacia hidrográfica do rio Uruguai apresenta uma área de aproximadamente 365 mil km², sendo que destes, 176 mil km² pertencem ao território brasileiro, o que equivale a 48% da área da bacia, com início nas confluências dos rios Canoas e Pelotas (Zaniboni Filho & Schulz, 2004).

Entre as principais ordens de peixes, Characiformes compreende uma das ictiofaunas mais diversificadas, com espécies que ocorrem desde a África, Estados Unidos, América Central e América do Sul (Nelson, 2006), cujos hábitats variam desde rios e córregos lóticos até remansos lênticos (Oliveira et al., 2011). Composta por 23 famílias que agrupam cerca de 1.700 espécies, Characiformes é uma ordem altamente representativa na região Neotropical, sendo Characidae uma das famílias mais representativas, com aproximadamente 1.100 espécies de portes variados (Oliveira et al., 2011), que ocupam as principais bacias hidrográficas, além de populações isoladas em riachos (Buckup et al., 2007). Esta família é conhecida por englobar grupos que exibem lacunas em suas relações morfológicas e sistemáticas. De acordo com Malabarba & Weitzman (2003) e Calcagnotto et al. (2005), apesar de muitas subfamílias em Characidae exibirem evidências de monofiletismo, a maioria dos gêneros e espécies ainda não possui nenhuma hipótese dessa relação. As espécies que não apresentam relações filogenéticas bem definidas são alocadas em Incertae Sedis, grupo que inclui 88 gêneros e 620 espécies (Lima et al., 2003).



Bryconamericus é composto por 76 espécies de pequeno porte (Eschmeyer & Fong, 2015), que apresentam posição incerta quanto a sua filogenia, evidenciando a falta de informações que auxiliariam na sua classificação (Casatti & Castro, 2006). Apesar de compreender um elevado número de espécies, as análises citogenéticas em Bryconamericus são poucas, sendo restritos à região do Alto rio Paraná.
Materiais e Métodos
Foram analisados 9 indivíduos (4 ♂e 5 ♀) de B. aff. iheringii, provenientes do rio Ijuí, bacia do Alto rio Uruguai, que foram sacrificados por overdose de óleo de cravo (Protocolo 13/09 – CEEAAP/Unioeste). Os cromossomos metafásicos foram obtidos de células da porção anterior do rim. Impregnação por nitrato de prata e bandamento C pelo hidróxido de bário foram utilizados para localização das regiões organizadoras de nucléolos (RONs) e determinação do padrão de distribuição da heterocromatina, respectivamente. As análises de hibridização in situ fluorescente (FISH) utilizaram sondas de 5S rDNA (Leporinus elongatus) e 18S rDNA (Prochilodus argenteus) marcadas com digoxigenina-11-dUTP (Roche®) e biotina-16-dUTP (Roche®), respectivamente, com o sinal de detecção usando antidigoxigenina-rodamina (5S rDNA) e avidina-FITC (18S rDNA). Os cromossomos foram contracorados com 4',6-diamidino-2-phenylindol (DAPI) 50 µg/ml, e classificados em metacêntricos (m), submetacêntricos (sm), subtelocêntricos (st) e acrocêntricos (a). Toda a metodologia seguiu Paiz et al. (2014).
Resultados e Discussão
A análise citogenética permitiu identificar 2n=52 cromossomos (10m+16sm+14st+12a), para machos e fêmeas. Apesar do mesmo número diplóide encontrado para outras populações, foi observado diferença nas fórmulas cariotípicas: rio Água da Floresta, 8m+22sm+10st+12a (Paintner-Marques et al., 2003); córrego Tatupeba, córrego Maringá e ribeirão Keller, 8m+20sm+8st+16a, 12m+18sm+8st+14a e 8m+28sm+6st+10a, respectivamente (Capistano et al., 2008); rios Passa-Cinco e Corumbataí, 10m+14sm+18st+10a (Piscor et al., 2013). As diferenças observadas são provavelmente decorrentes de diferentes rearranjos cromossômicos fixados em cada população, as quais são isoladas em riachos.

As RONs (Ag- e rDNA-FISH) foram localizadas no braço curto do par de cromossomos acrocêntricos 26 e também no braço curto de um dos cromossomos do par acrocêntrico 25, semelhante ao encontrado por Piscor et al. (2013) nos rios Passa-Cinco e Corumbataí, e diferentemente do encontrado para as outras populações estudadas: rio Água da Floresta, terminal, braço curto, sm (Paintner-Marques et al., 2003); córrego Tatupeba, terminal, braço curto, sm (Capistano et al., 2008); córrego Maringá e ribeirão Keller, terminal, braço curto, em dois pares sm (Capistano et al., 2008). A 5S rDNA-FISH evidenciou sítios na região proximal do braço curto do par de cromossomos acrocêntricos 26, em sintenia com os sítios de 18S rDNA. Esta sintenia também foi encontrada por Piscor et al. (2013), podendo representar um marcador da espécie, uma vez que outras espécies do gênero (B. stramineus e B. turiuba) não apresentam esta conformação. O bandamento C evidenciou heterocromatinas na região centromérica de todos os cromossomos e telomérica de alguns destes, sendo este o padrão observado por outros autores (Paintner-Marques et al., 2003; Capistano et al., 2008; Piscor et al., 2013).


Conclusões
O presente estudo relata os primeiros dados citogenéticos para Bryconamericus aff. iheringii da bacia do Alto rio Uruguai. Embora o número diplóide (2n=52) e a distribuição de heterocromatina (centromérica) sejam compartilhados por outras populações de B. iheringii, a fórmula cariotípica e a localização das RONs mostraram-se como importantes marcadores populacionais. Cístrons simples de 5S rDNA sintênico ao 18S rDNA é uma característica exclusiva da espécie, e pode representar uma autapomorfia.
Agradecimentos
À Unioeste pela bolsa de Iniciação Científica e ao campus Cascavel e ao CNPq pelo apoio.
Referências
Buckup, P.A., Menezes, N.A. & Guazzi, M.S. (2007). Catálogo das espécies de peixes de água doce do Brasil. Rio de Janeiro: Museu Nacional.
Calcagnotto, D., Schaefer, S.A. & Desalle, R. (2005). Relationships among characiform fishes inferred from analysis of nuclear and mitochondrial gene sequences. Molecular Phylogenetics and Evolution 36, 135-153.
Capistano, T.G., Portela-Castro, A.L.B. & Julio-Junior, H.F.(2008). Chromosome divergence and NOR polymorphism in Bryconamericus aff. iheringii (Teleostei, Characidae) in the hydrographic systems of the Paranapanema and Ivaí Rivers, Paraná, Brazil. Genetics and Molecular Biology 31, 203-207.
Casatti, L. & Castro, R.M.C. (2006). Testing the ecomorphological hypothesis in a headwater riffles fish assemblage of the rio São Francisco, southeastern Brazil. Neotropical Ichthyology 2, 203-214.
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